Meninos também serão vacinados contra HPV a partir de 2017

Posted by on out 13, 2016 in Notícias | 0 comments

A partir do ano que vem, meninos de 12 a 13 anos também sersão imunizados contra o HPV Marcelo Camargo/Agência Brasil A partir de janeiro de 2017, a rede pública de saúde vai passar a oferecer a vacina contra o HPV para meninos de 12 a 13 anos como parte do Calendário Nacional de Vacinação. A faixa etária, de acordo com o Ministério da Saúde, será ampliada gradativamente até 2020, período em que serão incluídos meninos de 9 a 13 anos. A expectativa da pasta é imunizar mais de 3,6 milhões de meninos em 2017, além de 99,5 mil crianças e jovens de 9 a 26 anos que vivem com HIV/aids no Brasil. Serão adquiriras, ao todo, 6 milhões de doses ao custo de R$ 288,4 milhões. Segundo o governo federal, o Brasil será o primeiro país da América Latina e o sétimo no mundo a oferecer a vacina contra o HPV para meninos em programas nacionais de imunização. Estados Unidos, Austrália, Áustria, Israel, Porto Rico e Panamá já fazem a distribuição da dose para adolescentes do sexo masculino. Duas doses O esquema vacinal contra o HPV para meninos será de duas doses, com seis meses de intervalo entre elas. Já para os que vivem com HIV, o esquema vacinal é de três doses, com intervalo de dois e seis meses, respectivamente. Nesses casos, é necessário apresentar prescrição médica. Custos O ministro da Saúde, Ricardo Barros, destacou que, apesar das novas inclusões, não haverá custo extra para o governo federal já que, neste ano, a pasta anunciou a redução de três para duas doses no esquema vacinal contra o HPV para meninas. O quantitativo previsto, segundo ele, foi mantido. “É mais um avanço que conseguimos fazer sem ampliar investimentos”, disse Barros. “É um conjunto de ações integradas que temos feito para produzir mais e mais resultados com os recursos que temos”, completou. Meningite A pasta anunciou ainda a ampliação da vacinação contra a meningite C para adolescentes de ambos os sexos. Foram adquiriras 15 milhões de doses, a um custo de R$ 656,5 milhões. O objetivo do governo é reforçar a eficácia da dose, já aplicada em crianças de 3, 5 e 12 meses mas que, com o passar dos anos, pode perder parte de sua eficácia. A meta é vacinar 80% do público-alvo, formado por 7,2 milhões de adolescentes. Além de proporcionar proteção para essa faixa etária, a estratégia tem efeito protetor de imunidade rebanho – quando acontece a proteção indireta de pessoas não vacinadas em razão da diminuição da circulação do vírus. Segundo o ministério, a ampliação só foi possível graças à economia de R$ 1 bilhão por meio da revisão de contratos e redução de valores...

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Autarquia Hospitalar pune médica acusada de violência obstétrica contra jovem com HIV, em hospital do Campo Limpo

Posted by on ago 29, 2016 in Notícias | 0 comments

29/08/2016 – 16h40 A médica acusada de praticar violência obstétrica contra uma jovem soropositiva no Hospital Municipal do Campo Limpo, em julho do ano passado, finalmente foi penalizada e repreendida pela Autarquia Hospitalar Municipal de São Paulo. Em nota divulgada nesta segunda-feira (29), a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informou que o desfecho do caso está registrado no prontuário funcional da obstetra, identificada pelas iniciais A.C.H.M, e a pena foi aplicada conforme previsto no Estatuto dos Servidores. A Agência Aids e o movimento social aguardaram 341 dias por resposta definitiva da Prefeitura de São Paulo. Denunciamos em 24 de setembro de 2015 o pesadelo que uma jovem de 18 anos viveu no hospital do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo. A garota contou que sofreu várias formas de violência física e verbal na sala de parto da instituição, onde deu à luz o filho, hoje com um ano. Relembre aqui. Na época, a jovem também denunciou um procedimento errado relacionado ao filho recém-nascido. A médica residente Synthia Souza (identificada na nota como S.S.S.) prescreveu 10,1 ml de AZT para o bebê a cada 12 horas. Segundo infectologistas ouvidos pela Agência Aids, o certo são 4 mg por quilo/dose. No caso desta criança, que nasceu com 2 quilos e 700 gramas, o recomendado é 3,6 ml, segundo calculou a infectologista Mariliza Henrique, do CRT (Centro de Referência e Tratamento – SP), a pedido da reportagem. Assim como a obstetra, Synthia foi penalizada. A nota diz que ela recebeu advertência já aplicada pela Comissão de Residência Médica (COREME). A assessoria de imprensa informou ainda que foram feitas mudanças nos processos de trabalho da equipe hospitalar. Agora, o local conta com uma sala de prescrição para neonatologia. Além disso, a ficha de ginecologia ganhou novos campos que deverão ser preenchidos obrigatoriamente. As prescrições feitas pelos residentes também serão verificadas e rubricadas pelo médico preceptor, além da revisão de todos os protocolos assistenciais, incluindo aqueles para pacientes soropositivos. Outra medida tomada pela Autarquia Hospitalar Municipal na tentativa de evitar casos como esse foi a capacitação e a sensibilização dos profissionais de saúde sobre as melhores práticas assistenciais. A resposta da Secretaria também é uma devolutiva a uma carta enviada pelo Mopaids (Movimento Paulistano de Luta Contra a Aids) no dia 4 de agosto. Nela, o Mopaids exigiu uma resposta do secretário Alexandre Padilha. “Queremos saber qual é a conclusão da auditoria”, diz o documento. Saiba mais: Os direitos das mulheres gestantes soropositivas A recomendação do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais sobre o  manejo de crianças nascidas de mães infectadas pelo HIV Dica de entrevistas Mopaids Tel.: (11) 5084-0255 Secretaria Municipal de Saúde de São...

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SUS deve adotar uso preventivo de pílula anti-HIV para pessoas em risco Adoção da profilaxia pré-exposição já vinha sendo estudada. Cerca de 10 mil pessoas devem receber droga preventiva no primeiro ano.

Posted by on jul 22, 2016 in Notícias | 0 comments

O Ministério da Saúde estuda incorporar do SUS a estratégia do uso preventivo de antirretrovirais para evitar a infecção por HIV. Chamado de profilaxia pré-exposição (PrEP), o método consiste no uso diário da combinação dos antirretrovirais tenofovir e emtricitabina por grupos mais vulneráveis à exposição ao vírus. O anúncio foi feito durante uma apresentação da diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, na Conferência Internacional de Aids, em Durban, na África do Sul, nesta segunda-feira (18). Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais prepara um protocolo clínico de PrEP que será encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec) até o final desde ano. Segundo o ministério, a expectativa é atender 10 mil pessoas no primeiro ano de incorporação. A estratégia, que deve ser ofertada em serviços especializados do SUS, será destinada a “populações com alto risco de infecção pelo HIV”. A pasta, porém, não detalhou o perfil dos grupos que serão beneficiados. Eficácia da estratégia Desde 2014, a profilaxia pré-exposição é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para pessoas em risco considerável de se infectarem com HIV e sua eficácia foi comprovada por quatro estudos clínicos. Um deles, o estudo internacional iPrEx (Iniciativa de Profilaxia Pré-exposição), do qual o Brasil também participou, concluiu que o uso diário de antirretroviral por homens saudáveis que fazem sexo com homens conseguiu prevenir novas infecções com eficácia que variou de 43% a 92%, dependendo da adesão ao medicamento. Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando o registro do Truvada – combinação dos antirretrovirais tenofovir e emtricitabina – para uso na PrEP, segundo afirmou Adele Benzaken durante a Conferência Internacional de Aids. No Brasil, o Truvada é aprovado somente para o tratamento da doença (apesar de não ser adotado pelo SUS), por isso é necessário um novo registro para o uso em prevenção. A adoção da estratégia já vinha sendo estudada pelo Brasil. Existem dois estudos em andamento de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no país financiados pelo Ministério da Saúde e realizados pela Faculdade de Medicina da USP e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nesta semana, na Conferência Internacional de Aids, que está em curso em Durban, na África do Sul, pesquisadores apresentaram resultados que apontaram uma redução de 86% no risco de contrair HIV com iPrEx do Truvada. Esses avanços na prevenção são baseados em ensaios clínicos, em particular sobre as conclusões de dois estudos: um da Inglaterra e outro franco-canadense. Especialistas alertam que esse tipo de estratégia deve ser aliada a outras medidas preventivas. Quem optar por adotá-la, por exemplo, deve ser aconselhado a continuar usando...

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Oficinas de Capacitação em Sexualidade e Prevenção – Projeto Tipo Assim III

Posted by on mar 18, 2016 in Notícias | 0 comments

Aconteceu no dia 09 de março de 2016, na Casa Coltro, parceira do Projeto Tipo Assim III, oficina sexo mais seguro e prevenção as DSTs, ministrada por José Araújo Lima Filho da Associação EPAH. A oficina foi direcionada para os jovens/adolescentes e fala sobre como se prevenir dos diversos tipos de DST’s, a importância e demonstração do uso do preservativo (masculino e feminino).

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Aniversário de São Paulo: Município precisa, com urgência, humanizar os serviços de saúde

Posted by on jan 19, 2016 in Artigos | 0 comments

Por José Araújo Lima* fonte: http://agenciaaids.com.br/home/artigos/artigo_detalhe/497#.Vuwo6tIrK1s 19/01/2016 – A cidade de São Paulo não é o Brasil, mas é, com certeza, a que mais tem a “cara” do nosso país. Aqui, além da diversidade de cultura e raças, encontram-se as diferenças sociais e de políticas públicas, em especial na área de saúde. Se na mobilidade a construção de São Paulo está dando um salto para o futuro, na saúde patina em questões básicas, quando tem tudo para ser um modelo de inovação que poderia nortear todo o país. Se a história da cidade teve um passado de violência contra a população com a criação do PAS (Plano de Atendimento à Saúde), na época de Maluf, não tem como negar que houve um resgate nas administrações seguintes, reinserindo o sistema no SUS (Sistema Único de Saúde). Mas esse resgate está parado num estágio nada satisfatório. Nesse aniversário de São Paulo, segunda-feira (dia 25), faz necessário refletir os caminhos trilhados e, se preciso, criar novos caminhos, visando oferecer a nossa cidade o papel que lhe cabe no panorama nacional. Vamos pegar as questões sobre aids na cidade, que tem o maior número de infectados e a  maior rede de assistência em todo território brasileiro. O Programa Municipal de Aids tem uma equipe comprometida, mantida sem o sucateamento, mas que, no entanto, é amarrada em uma burocracia burra, que sacrifica a prevenção e os avanços em políticas que poderiam diminuir os números de infectados e proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas com HIV/aids. As contrarreferências têm sido um grave problema na cidade, pois a espera é desumana, levando pessoas a ficarem em uma longa fila, agravando a situação dos usuários. São poucos e despreparados para atender o público em geral e, em especial, as pessoas com aids que são encaminhadas pelos SAEs (serviços de Assistência Especializados). No ano que passou, ficou conhecido no Brasil o caso da adolescente parturiente denunciado pelo Mopaids (Movimento Paulistano de Luta Contra Aids) e divulgado pela Agência de Notícias da Aids. Se a jovem teve um atendimento eficaz no SAE Mitsutani, o mesmo não aconteceu no Hospital Campo Limpo, na mesma região. A parturiente viu todos os seus direitos humanos serem desrespeitados, chocando a todos que se inteiraram dos fatos. Toda a mobilização da imprensa e da sociedade civil não trouxe até o momento uma resposta dos resultados das averiguações realizadas pela autarquia. O Programa oficialmente calado estava, calado ficou, e não conheço qualquer intervenção junto ao secretário de Saúde que resultasse  uma resposta à sociedade civil e à imprensa. Sim, o governo municipal precisa com urgência encarar a humanização dos serviços e ter como um dos focos os atendimentos de pessoas que vivem com aids, que continuam sofrendo...

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