SUS deve adotar uso preventivo de pílula anti-HIV para pessoas em risco Adoção da profilaxia pré-exposição já vinha sendo estudada. Cerca de 10 mil pessoas devem receber droga preventiva no primeiro ano.

Posted by on jul 22, 2016 in Notícias | 0 comments

O Ministério da Saúde estuda incorporar do SUS a estratégia do uso preventivo de antirretrovirais para evitar a infecção por HIV. Chamado de profilaxia pré-exposição (PrEP), o método consiste no uso diário da combinação dos antirretrovirais tenofovir e emtricitabina por grupos mais vulneráveis à exposição ao vírus. O anúncio foi feito durante uma apresentação da diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, na Conferência Internacional de Aids, em Durban, na África do Sul, nesta segunda-feira (18). Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais prepara um protocolo clínico de PrEP que será encaminhado à Comissão de Incorporação de Tecnologia no SUS (Conitec) até o final desde ano. Segundo o ministério, a expectativa é atender 10 mil pessoas no primeiro ano de incorporação. A estratégia, que deve ser ofertada em serviços especializados do SUS, será destinada a “populações com alto risco de infecção pelo HIV”. A pasta, porém, não detalhou o perfil dos grupos que serão beneficiados. Eficácia da estratégia Desde 2014, a profilaxia pré-exposição é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para pessoas em risco considerável de se infectarem com HIV e sua eficácia foi comprovada por quatro estudos clínicos. Um deles, o estudo internacional iPrEx (Iniciativa de Profilaxia Pré-exposição), do qual o Brasil também participou, concluiu que o uso diário de antirretroviral por homens saudáveis que fazem sexo com homens conseguiu prevenir novas infecções com eficácia que variou de 43% a 92%, dependendo da adesão ao medicamento. Atualmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está analisando o registro do Truvada – combinação dos antirretrovirais tenofovir e emtricitabina – para uso na PrEP, segundo afirmou Adele Benzaken durante a Conferência Internacional de Aids. No Brasil, o Truvada é aprovado somente para o tratamento da doença (apesar de não ser adotado pelo SUS), por isso é necessário um novo registro para o uso em prevenção. A adoção da estratégia já vinha sendo estudada pelo Brasil. Existem dois estudos em andamento de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no país financiados pelo Ministério da Saúde e realizados pela Faculdade de Medicina da USP e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Nesta semana, na Conferência Internacional de Aids, que está em curso em Durban, na África do Sul, pesquisadores apresentaram resultados que apontaram uma redução de 86% no risco de contrair HIV com iPrEx do Truvada. Esses avanços na prevenção são baseados em ensaios clínicos, em particular sobre as conclusões de dois estudos: um da Inglaterra e outro franco-canadense. Especialistas alertam que esse tipo de estratégia deve ser aliada a outras medidas preventivas. Quem optar por adotá-la, por exemplo, deve ser aconselhado a continuar usando...

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Oficinas de Capacitação em Sexualidade e Prevenção – Projeto Tipo Assim III

Posted by on mar 18, 2016 in Notícias | 0 comments

Aconteceu no dia 09 de março de 2016, na Casa Coltro, parceira do Projeto Tipo Assim III, oficina sexo mais seguro e prevenção as DSTs, ministrada por José Araújo Lima Filho da Associação EPAH. A oficina foi direcionada para os jovens/adolescentes e fala sobre como se prevenir dos diversos tipos de DST’s, a importância e demonstração do uso do preservativo (masculino e feminino).

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Aniversário de São Paulo: Município precisa, com urgência, humanizar os serviços de saúde

Posted by on jan 19, 2016 in Artigos | 0 comments

Por José Araújo Lima* fonte: http://agenciaaids.com.br/home/artigos/artigo_detalhe/497#.Vuwo6tIrK1s 19/01/2016 – A cidade de São Paulo não é o Brasil, mas é, com certeza, a que mais tem a “cara” do nosso país. Aqui, além da diversidade de cultura e raças, encontram-se as diferenças sociais e de políticas públicas, em especial na área de saúde. Se na mobilidade a construção de São Paulo está dando um salto para o futuro, na saúde patina em questões básicas, quando tem tudo para ser um modelo de inovação que poderia nortear todo o país. Se a história da cidade teve um passado de violência contra a população com a criação do PAS (Plano de Atendimento à Saúde), na época de Maluf, não tem como negar que houve um resgate nas administrações seguintes, reinserindo o sistema no SUS (Sistema Único de Saúde). Mas esse resgate está parado num estágio nada satisfatório. Nesse aniversário de São Paulo, segunda-feira (dia 25), faz necessário refletir os caminhos trilhados e, se preciso, criar novos caminhos, visando oferecer a nossa cidade o papel que lhe cabe no panorama nacional. Vamos pegar as questões sobre aids na cidade, que tem o maior número de infectados e a  maior rede de assistência em todo território brasileiro. O Programa Municipal de Aids tem uma equipe comprometida, mantida sem o sucateamento, mas que, no entanto, é amarrada em uma burocracia burra, que sacrifica a prevenção e os avanços em políticas que poderiam diminuir os números de infectados e proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas com HIV/aids. As contrarreferências têm sido um grave problema na cidade, pois a espera é desumana, levando pessoas a ficarem em uma longa fila, agravando a situação dos usuários. São poucos e despreparados para atender o público em geral e, em especial, as pessoas com aids que são encaminhadas pelos SAEs (serviços de Assistência Especializados). No ano que passou, ficou conhecido no Brasil o caso da adolescente parturiente denunciado pelo Mopaids (Movimento Paulistano de Luta Contra Aids) e divulgado pela Agência de Notícias da Aids. Se a jovem teve um atendimento eficaz no SAE Mitsutani, o mesmo não aconteceu no Hospital Campo Limpo, na mesma região. A parturiente viu todos os seus direitos humanos serem desrespeitados, chocando a todos que se inteiraram dos fatos. Toda a mobilização da imprensa e da sociedade civil não trouxe até o momento uma resposta dos resultados das averiguações realizadas pela autarquia. O Programa oficialmente calado estava, calado ficou, e não conheço qualquer intervenção junto ao secretário de Saúde que resultasse  uma resposta à sociedade civil e à imprensa. Sim, o governo municipal precisa com urgência encarar a humanização dos serviços e ter como um dos focos os atendimentos de pessoas que vivem com aids, que continuam sofrendo...

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Crescimento da Aids entre os jovens preocupa ministro da Saúde

Posted by on nov 21, 2012 in Notícias | 0 comments

‘Essa geração não acompanhou o início da luta contra a Aids’, diz Padilha. Brasil possui entre 490 mil e 530 mil pessoas infectadas pelo vírus HIV. O crescimento dos casos de Aids entre os jovens, especificamente entre os homossexuais, é uma das “grandes preocupações” do Ministério da Saúde, afirmou nesta terça-feira (20) o ministro Alexandre Padilha. A informação foi divulgada durante apresentação, que apontou ainda o novo número de pessoas infectadas pelo vírus HIV no país. Segundo levantamento da pasta, com informações do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids), o Brasil tem atualmente entre 490 mil e 530 mil soropositivos. Dado anterior, de 2010, utilizado pelo governo até então apontava que o país abrigava 630 mil infectados. Para o ministério, a queda é decorrente de trabalhos de prevenção. No entanto, mudanças na metodologia de pesquisa – que passou a abranger mais cidades brasileiras – causaram a redução do índice. Os novos dados revelaram ainda um aumento na contaminação de jovens homossexuais, com idade entre 15 e 24 anos. Em 2002, homossexuais com essa faixa etária eram pouco menos de 40% dos casos. Novos dados apresentados apontam que essa mesma camada da população já ultrapassou os 50% dos casos. “Essa geração não acompanhou o início da luta contra a Aids e nem perdeu ídolos por causa da doença, por isso a importância da sensibilização”, argumentou Padilha. ‘Fique Sabendo’ Por isso, os jovens são um público-alvo importante do programa “Fique Sabendo”, que vai oferecer testes rápidos para detectar HIV, hepatite e sífilis. A meta do Ministério da Saúde é examinar 500 mil pessoas no período. Para atingir esse público específico, o Ministério pretende levar a campanha de mobilização para locais frequentados por jovens – com atenção especial para os homossexuais –, como boates e bares. Além disso, a campanha será feita nas redes sociais, assim como no rádio e na televisão. Entre 2005 e 2011, o número de exames rápidos feitos no país aumentou de 528 mil para 2,3 milhões, pelo programa “Fique Sabendo”. Só este ano, de janeiro a setembro, foram distribuídas 2,1 milhões de unidades, e a expectativa do governo é encerrar 2012 com uma remessa de 2,9 milhões de testes só para detectar o vírus da Aids. Cerca de 38 mil casos são diagnosticados anualmente no país. Quanto antes é descoberto o vírus, mais eficaz é o tratamento. Segundo o Ministério, cerca de 70% das pessoas que tomam o coquetel antirretroviral apresentam cargas virais indetectáveis. A nova campanha começa na próxima quinta-feira (22) e vai até 1º de dezembro, o Dia Mundial da Luta contra a Aids. Por região A região com a maior concentração de casos da doença no país é o Sudeste, com...

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Manifestação ‘Ocupa CRT’ contra o fechamento de leitos

Posted by on ago 28, 2012 in Notícias | 0 comments

Nesta terça-feira, 28 de agosto, cerca de 200 pessoas ocuparam o Centro de Referência e Treinamento em DST e Aids do Estado de São Paulo (CRT). Os manifestantes protestaram contra o fechamento de leitos do CRT e contra o retrocesso de políticas públicas de combate à Aids no País. A ocupação não atrapalhou o atendimento, que seguiu em sua normalidade. “Não estamos aqui para protestar contra os responsáveis pelo CRT e pelo Programa Estadual de DST/Aids, mas contra o Secretário de Saúde e o governador, pois são eles os responsáveis pelos vários retrocessos na área da saúde e no enfrentamento da aids no estado”, disse José Araújo Lima Filho, diretor da Associação EPAH. Diversos representantes de outros estados e lideres de sindicatos da área da saúde, como o Sindsaúde e Sindsep, estiverem presentes. Rodrigo Pinheiro, que preside o Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo; Américo Nunes Neto, coordenador do Movimento Paulistano de Luta contra a Aids (MOPAIDS) ; Jorge Beloqui, professor e integrante do Grupo de Incentivo à Vida (GIV); o especialista em saúde pública e presidente do grupo Pela Vidda de São Paulo, Mário Scheffer; também compareceram á manifestação. Sobre o CRT DST/ Aids – SP O Centro de Referência e Treinamento-DST/AIDS-SP (CRT-DST/AIDS) é uma unidade de referência normativa, de avaliação e de coordenação do Programa Estadual para Prevenção, Controle, Diagnóstico e Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) no Estado de São Paulo.  Possui 24 leitos de internação exclusivos para pacientes com HIV e aids. A unidade é referência mundial no atendimento de soropositivos e no planejamento de resposta à epidemia e conta com cerca de 800 funcionários. Endereço:  Rua Santa Cruz, 81 – Vila Mariana – SP CEP: 04121-000 – Tel: 11 5087-9911...

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