Manifestação ‘Ocupa CRT’ contra o fechamento de leitos

Posted by on ago 28, 2012 in Notícias | 0 comments

Nesta terça-feira, 28 de agosto, cerca de 200 pessoas ocuparam o Centro de Referência e Treinamento em DST e Aids do Estado de São Paulo (CRT). Os manifestantes protestaram contra o fechamento de leitos do CRT e contra o retrocesso de políticas públicas de combate à Aids no País. A ocupação não atrapalhou o atendimento, que seguiu em sua normalidade. “Não estamos aqui para protestar contra os responsáveis pelo CRT e pelo Programa Estadual de DST/Aids, mas contra o Secretário de Saúde e o governador, pois são eles os responsáveis pelos vários retrocessos na área da saúde e no enfrentamento da aids no estado”, disse José Araújo Lima Filho, diretor da Associação EPAH. Diversos representantes de outros estados e lideres de sindicatos da área da saúde, como o Sindsaúde e Sindsep, estiverem presentes. Rodrigo Pinheiro, que preside o Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo; Américo Nunes Neto, coordenador do Movimento Paulistano de Luta contra a Aids (MOPAIDS) ; Jorge Beloqui, professor e integrante do Grupo de Incentivo à Vida (GIV); o especialista em saúde pública e presidente do grupo Pela Vidda de São Paulo, Mário Scheffer; também compareceram á manifestação. Sobre o CRT DST/ Aids – SP O Centro de Referência e Treinamento-DST/AIDS-SP (CRT-DST/AIDS) é uma unidade de referência normativa, de avaliação e de coordenação do Programa Estadual para Prevenção, Controle, Diagnóstico e Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) no Estado de São Paulo.  Possui 24 leitos de internação exclusivos para pacientes com HIV e aids. A unidade é referência mundial no atendimento de soropositivos e no planejamento de resposta à epidemia e conta com cerca de 800 funcionários. Endereço:  Rua Santa Cruz, 81 – Vila Mariana – SP CEP: 04121-000 – Tel: 11 5087-9911...

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Contra fechamento de leitos e retrocessos no combate à aids, ativistas ocupam CRT em São Paulo

Posted by on ago 28, 2012 in Notícias | 0 comments

“Unidades de saúde lotadas e sucateadas”. “Falta de médicos e outros profissionais da saúde”. As críticas expostas por ativistas em placas e cartazes, muitas delas contra o Governador Geraldo Alckmim, que estaria “acabando com o Programa de Aids” do Estado de São Paulo, se repetiu no discurso das cerca de 200 pessoas que ocuparam o Centro de Referência e Treinamento em DST e Aids do Estado (CRT) nesta terça-feira, 28 de agosto. Os manifestantes protestaram contra um possível fechamento de leitos do CRT e contra o retrocesso de políticas públicas de combate à epidemia no País. A ocupação não atrapalhou o atendimento na unidade. Araújo Lima Filho, diretor da ONG Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH) e um dos coordenadores do ato, explicou que a ideia de ocupar o CRT é evitar que os leitos dessa unidade de referência sejam fechados, assim como acontece com a Casa da Aids, que teve seus 3300 pacientes transferidos para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas. “Não estamos aqui para protestar contra os responsáveis pelo CRT e pelo Programa Estadual de DST/Aids, mas contra o Secretário de Saúde e o governador, pois são eles os responsáveis pelos vários retrocessos na área da saúde e no enfrentamento da aids no estado”, disse. O CRT tem 24 leitos de internação exclusivos para pacientes com HIV e aids. A unidade, referência mundial no atendimento de soropositivos e no planejamento de resposta à epidemia, conta com cerca de 800 funcionários, entre eles sanitaristas, infectologistas, ginecologistas, pediatras, neurologistas, psiquiatras, entre outros especialistas. Segundo Araújo, os problemas observados em São Paulo refletem à realidade de todo o País. O ativista convidou representantes de outros estados que estavam no ato para confirmarem o retrocesso nacional contra a epidemia. “O Brasil conseguiu chegar no topo e ser referência, mas infelizmente não conseguiu se manter lá. Hoje o que observamos no Rio Grande do Sul, por exemplo, são altas taxas de prevalência do HIV e dificuldades no acesso aos recursos financeiros destinados ao enfrentamento da doença”, disse Rubens Raffo.  Além do Rio Grande do Sul, participam da manifestação ativistas de Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, de diferentes cidades do estado de São Paulo e lideranças de alguns sindicatos da área da saúde, como o Sindsaúde e Sindsep. Para Rodrigo Pinheiro, que preside o Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, o Brasil “além de fracassar há vários anos na prevenção do HIV passou também a fracassar na assistência prestada aos doentes de aids”. Américo Nunes Neto, coordenador do Movimento Paulistano de Luta contra a Aids (MOPAIDS), disse que o fechamento da Casa da Aids e dos leitos do CRT, caso seja concretizado, são mais exemplos do retrocesso da reposta contra a...

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