Aids cai 36% em 11 anos mas ainda mata 1 a cada três horas em SP

Posted by on dez 7, 2012 in Notícias | 0 comments

Dados são do novo boletim epidemiológico da Secretaria Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo aponta que, em uma década, houve queda de 35,7% da taxa de incidência de novos casos notificados de Aids em todo o Estado. No entanto, a doença ainda mata diariamente oito pessoas, em média, no território paulista. Os dados fazem parte do mais novo boletim epidemiológico sobre a doença produzido pelo Programa Estadual DST/Aids. Em 2000, o Estado registrou 10.667 notificações de Aids, com taxa de incidência de 28,8 novos casos por 100 mil habitantes. Já em 2011 houve 7.706 infecções, com taxa de 18,5 novos casos por 100 mil habitantes. Houve queda também em relação aos óbitos. Em 2011 foram 3.006 óbitos por Aids no Estado, contra 4.181 em 2000, o que representa diminuição de 28% em números absolutos. Entre os homens houve queda de 23% no número absolutos de casos de Aids notificados e 31% no total de mortes no período: foram 6.868 ocorrências em 2000, com 2.940 mortes, e 5.270 no ano passado, com 2.019 mortes entre a população do sexo masculino. Já entre as mulheres, em 2000 foram 3.798 casos novos e 1.241 óbitos, contra 2.436 infecções e 987 mortes em 2011. “Os números apontam para o controle das novas infecções e pela estabilidade nas taxas de mortalidade por Aids. Mesmo assim ainda ocorre um número expressivo de mortes diariamente no Estado. Por isso é muito importante o diagnóstico precoce”, afirma Maria Clara Gianna, diretora do Programa Estadual DST/Aids. 8 pessoas morrem por ano em São Paulo No estado de São Paulo foram notificados 217.367 casos de Aids entre 1980 a junho de 2012. Embora o patamar de novas infecções esteja estável e a taxa de óbito tenha caído nos últimos anos, oito pessoas, em média, morrem todos os dias no Estado vítimas da doença. “É fundamental que as pessoas com vida sexual ativa façam o teste, para descobrirem se são ou não portadora do vírus HIV. Se o teste der positivo, é importante iniciar imediatamente o seguimento médico”, explica a diretora do Programa Estadual DST/Aids. Os testes para sífilis e hepatite B são tão importantes quanto o de HIV. Em caso de soropositividade, possibilita tratamento precoce, interrupção da transmissão de mãe para filho, assim como para parceiros. O teste rápido do HIV, feito a partir de punção digital, com pequena amostra de sangue, demora cerca de 40 minutos e sua eficácia é igual ao tradicional. Os testes de sífilis e hepatites B e C utilizam a mesma tecnologia do exame para HIV. Fonte: Secretaria de Estado da...

Leia Mais

Testagem voluntária no ‘Quero Fazer’ registrou 3.9% de diagnósticos positivos para o HIV

Posted by on maio 9, 2012 in Notícias | 0 comments

Rio de Janeiro registrou a maior porcentagem de resultados positivos. 6848 pessoas fizeram o teste nas quatro cidades que recebem o projeto.  A iniciativa envolve as cidades do Recife, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, e tem como foco as populações consideradas mais vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens (HSH), gays e travestis. Na capital pernambucana, 2% das 3404 pessoas que fizeram o teste entre os meses de fevereiro e dezembro foram diagnosticadas com HIV. No Distrito Federal foram 1818 exames e 1.1% de resultado positivo durante o mesmo período. Em São Paulo, onde a ação ocorreu de setembro a dezembro, foram 759 exames com 5% de casos HIV+. Do total de 6848 pessoas que fizeram o teste nas quatro cidades, 53% eram gays, HSH ou travestis; aproximadamente 54% tinham entre 18 e 30 anos; 55% nunca tinham feito o exame; e 66% eram negros ou pardos. A média de diagnósticos positivos para o HIV foi de 3.9%. “A realização do teste de HIV em quase sete mil pessoas em menos de um ano foi bem positiva”, analisa o coordenador nacional do Quero Fazer, o ativista Beto de Jesus. Segundo ele, mesmo tendo como foco a população de HSH, gays e travestis, as campanhas não foram “estigmatizadas”, o que pode ser comprovado pela grande quantidade de pessoas que fizeram o teste e se declaram heterossexuais, 3208. No Rio de Janeiro, onde se registrou a maior porcentagem de resultados positivos para o HIV, Beto acredita que pode ser justificado pelo local da promoção do exame, a sede do Grupo Arco-Íris. “É um espaço frequentado principalmente por pessoas que têm relações homossexuais, e muitas delas mais velhas, o que significa que ao longo da vida, provavelmente, já passaram por mais situações de vulnerabilidade”, explica. O percentual de atendimento da população prioritária no Rio de Janeiro foi de 92%. Em São Paulo, de 86%; em Brasília, 43%; no Recife, 41%. “Sinto que a população homossexual é muito bem recebida pelos nossos aconselhadores. A abordagem e o respeito prestado por eles, como a identificação das travestis pelo nome feminino, tem atraído muitas pessoas”, conta Beto. Com exceção do Rio de Janeiro, os aconselhamentos e testagens do programa Quero Fazer são feitos num trailer. Em São Paulo, no Largo do Arouche; no Recife, na Praça do Carmo, próximo ao Bar Pity Hausen e em municípios da região metropolitana; e em Brasília, no Parque da Cidade, no Setor de Diversões Sul e em cidades satélites. O Quero Fazer é executado pela organização não governamental Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), com apoio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do...

Leia Mais