Aniversário de São Paulo: Município precisa, com urgência, humanizar os serviços de saúde

Posted by on jan 19, 2016 in Artigos | 0 comments

Por José Araújo Lima* fonte: http://agenciaaids.com.br/home/artigos/artigo_detalhe/497#.Vuwo6tIrK1s 19/01/2016 – A cidade de São Paulo não é o Brasil, mas é, com certeza, a que mais tem a “cara” do nosso país. Aqui, além da diversidade de cultura e raças, encontram-se as diferenças sociais e de políticas públicas, em especial na área de saúde. Se na mobilidade a construção de São Paulo está dando um salto para o futuro, na saúde patina em questões básicas, quando tem tudo para ser um modelo de inovação que poderia nortear todo o país. Se a história da cidade teve um passado de violência contra a população com a criação do PAS (Plano de Atendimento à Saúde), na época de Maluf, não tem como negar que houve um resgate nas administrações seguintes, reinserindo o sistema no SUS (Sistema Único de Saúde). Mas esse resgate está parado num estágio nada satisfatório. Nesse aniversário de São Paulo, segunda-feira (dia 25), faz necessário refletir os caminhos trilhados e, se preciso, criar novos caminhos, visando oferecer a nossa cidade o papel que lhe cabe no panorama nacional. Vamos pegar as questões sobre aids na cidade, que tem o maior número de infectados e a  maior rede de assistência em todo território brasileiro. O Programa Municipal de Aids tem uma equipe comprometida, mantida sem o sucateamento, mas que, no entanto, é amarrada em uma burocracia burra, que sacrifica a prevenção e os avanços em políticas que poderiam diminuir os números de infectados e proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas com HIV/aids. As contrarreferências têm sido um grave problema na cidade, pois a espera é desumana, levando pessoas a ficarem em uma longa fila, agravando a situação dos usuários. São poucos e despreparados para atender o público em geral e, em especial, as pessoas com aids que são encaminhadas pelos SAEs (serviços de Assistência Especializados). No ano que passou, ficou conhecido no Brasil o caso da adolescente parturiente denunciado pelo Mopaids (Movimento Paulistano de Luta Contra Aids) e divulgado pela Agência de Notícias da Aids. Se a jovem teve um atendimento eficaz no SAE Mitsutani, o mesmo não aconteceu no Hospital Campo Limpo, na mesma região. A parturiente viu todos os seus direitos humanos serem desrespeitados, chocando a todos que se inteiraram dos fatos. Toda a mobilização da imprensa e da sociedade civil não trouxe até o momento uma resposta dos resultados das averiguações realizadas pela autarquia. O Programa oficialmente calado estava, calado ficou, e não conheço qualquer intervenção junto ao secretário de Saúde que resultasse  uma resposta à sociedade civil e à imprensa. Sim, o governo municipal precisa com urgência encarar a humanização dos serviços e ter como um dos focos os atendimentos de pessoas que vivem com aids, que continuam sofrendo...

Leia Mais

Ato Público “Os planos de saúde vão acabar com o SUS?” no dia 26 de abril

Posted by on abr 10, 2013 in Eventos, Notícias | 0 comments

O Fórum de ONGs Aids do Estado de São Paulo, em parceria com Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) e entidades da saúde realizam no próximo dia 26 de abril, um Ato Público com objetivo de debater o futuro do Sistema Único de Saúde (SUS) e impedir sua privatização. De acordo com a nota pública dos organizadores do evento, o “Sistema de saúde brasileiro está numa encruzilhada”, uma vez que “depois de 25 anos da conquista constitucional, não se conseguiu efetivar o SUS como um sistema único de qualidade, com cobertura universal e atendimento integral”. Segundo a nota, “o mercado dos planos e seguros de saúde não entrega o que promete e ainda assim crescem “na mesma proporção que os problemas de acesso e negações de cobertura da rede privada”. Uma das questões para o debate é: “será que os planos de saúde são a alternativa para a ampliação da cobertura assistencial e a expansão de rede de serviços no país?” Confirmaram presença no ato representantes das seguintes entidades: Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO); Centro Brasileiro de Estudos da Saúde (CEBES); Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC); Associação Paulista de Saúde Pública (APSP); Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP); Fórum ONGs / AIDS São Paulo; e Sociedade Brasileira de Vigilância de Medicamentos (SOBRAVIME). PROGRAMAÇÃO: – 9 às 9h30: Abertura: IDEC e Faculdade de Saúde Pública (USP); – 9h30 às 10h30: Mesa de Aquecimento da Plenária Coordenação: Mário Scheffer (FMUSP) Provocadores: – Gilson Carvalho (Conasems) – “Os subsídios públicos aos Planos e o subfinanciamento do SUS”; – Lígia Bahia (UFRJ) – “O que há de novidade no cenário? Será o fim do SUS?”; – Carlos Thadeu (IDCE) – “As lacunas da regulação e a omissão da ANS”; – Regina Parizi (FSPUSP) – “20 anos depois da mobilização pró-regulamentação dos Planos de Saúde”. – 10h30 às 12h: Plenária de Entidades – Manifesto Coletivo SERVIÇO: Data: 26/04/2013 Horário: às 9h, Local: Auditório João Yunes, Faculdade de Saúde Pública da USP, Av. Dr. Arnaldo, 715. CONFIRME PRESENÇA:...

Leia Mais

Dilma vai acabar com o SUS?

Posted by on mar 5, 2013 in Artigos | 0 comments

Por Lígia Bahia, Luis Eugênio Portela e Mário Scheffer O desmonte final do Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo negociado a portas fechadas, em encontros da presidente Dilma Rousseff com donos de planos de saúde, entre eles financiadores da campanha presidencial de 2010 e sócios do capital estrangeiro, que acaba de atracar faminto nesse mercado nacional. Na pauta, a chave da porta de um negócio bilionário, que são os planos de saúde baratos no preço e medíocres na cobertura, sob encomenda para estratos de trabalhadores em ascensão. Adiantado pela Folha (“Cotidiano”, 27/2), o pacote de medidas que prevê redução de impostos e subsídios para expandir a assistência médica suplementar é um golpe contra o SUS ainda mais ardiloso que a decisão do governo de negar o comprometimento de pelo menos 10% do Orçamento da União para a saúde. A proposta é uma extorsão. Cidadãos e empregadores, além de contribuir com impostos, serão convocados a pagar novamente por um serviço ruim, que julgam melhor que o oferecido pela rede pública, a que todos têm direito. Em nome da limitada capacidade do SUS, o que se propõe é transferir recursos públicos para fundos de investimentos privados. O SUS é uma reforma incompleta, pois o gasto público com saúde é insuficiente para um sistema de cobertura universal e atendimento integral. Isso resulta em carência de profissionais, baixa resolutividade da rede básica de serviços e péssimo atendimento à população. Nos delírios de marqueteiros e empresários alçados pelo governo à condição de formuladores de políticas, o plano de saúde surgiria como “miragem” para a nova classe média, renderia a “marca” da gestão e muitos votos em 2014. Pois o mercado que se quer expandir com empurrão do erário não é exatamente um oásis no meio do SUS. Autorizados pela agência reguladora, proliferam planos de saúde pobres para pobres, substitutivos “meia-boca” do que deveria ser coberto pelo regime universal. Na vida real, são prazos de atendimento não cumpridos, poucos especialistas por causa de honorários ridículos, número insuficiente de serviços diagnósticos e de leitos, inclusive de UTI, negativas de tratamentos de câncer, de doenças cardíacas e transtornos mentais, redes reduzidas que impedem o direito de escolha e geram longas filas e imposição de barreiras de acesso, como triagens e autorizações prévias. Quem tem plano de saúde conhece bem esse calvário. Limitados pelos contratos, dirigidos a jovens sadios e formalmente empregados, os planos de saúde não aliviam nem desoneram o SUS, pois fogem da atenção mais cara e qualificada. Não são adequados para assistir idosos e doentes crônicos, cada vez mais numerosos. Assim, os serviços públicos funcionam como retaguarda, uma espécie de resseguro da assistência suplementar excludente. Nos Estados Unidos, a reforma de Obama enquadra os...

Leia Mais